Essa semana é muito importante para o meu tratamento. Faço tratamento psiquiátrico e psicanálise com a mesma pessoa. É que eu disse pra ele que preferia assim, já que o psicanalista que ele tinha me indicado eu não gostei. O cara é gente boa, mas não rolou aquela energia necessária para esse tipo de tratamento. Já havia feito outros tipos de tratamento: psicólogos, psicanalistas etc. A última era uma psicóloga que também usa floral. Mas eu abandonei. Abandonei porque o meu psicanalista e psiquiatra (na época ele era só psiquiatra) disse que não iria conversar com ela, porque ele acredita na psicanálise.
O fato é que foi nessa psicóloga que eu descobri uma força interna. Redescobri. Redescobri a necessidade de ir ao encontro dos sentimentos que estão no fundo, no fundo do meu ser, da minha alma, sei lá. Sentimentos camuflados pelo tempo. Pela sensação de incapacidade. Sensação essa que sempre me acompanhou. Mas isso é assunto pra vários posts. A vida da gente é complexa, mesmo que muitas vezes a gente não dê tanta importância a ela. E eu estou com 30 anos, ou seja, tenho uma certa bagagem. Sou adulto já, né?
Então voltando ao foco principal, ao meu tratamento, foi assim que parei nesse psiquiatra e psicanalista. Eu tomo 60 mg de cloridrato de duloxetina por dia. O nome é complicado, mas é o que tem me impulsionado. Quem descobriu esse remédio é um anjo. Mas tratamento psiquiátrico nem sempre foi sinônimo de sucesso em minha vida. Tive sérios problemas em função de um tratamento anterior. Mas um dia eu conto com mais calma.
Estou fazendo esse tratamento tem mais ou menos um ano e meio. Por aí. Depois eu vejo com calma essa questão do tempo. O tempo passa diferente pra mim. Acho que isso acontece com muita gente que tem a mente confusa. E a minha, caramba, você pode acreditar, é confusa à beça. Mas voltando ao tratamento. Só o tratamento com psicanalista e psiquiatra não está servindo. Então resolvi procurar um terapeuta cognitivo-comportamental. Entrei no site da associação aqui do Rio de Janeiro, pesquisei e, assim meio na sorte, até porque o site não tem muita informação sobre os caras, escolhi um. Tenho entrevista essa semana. Preciso decidir sobre algo tão importante quanto o meu futuro tratamento. Continuo nesse ou vou pra outro. Isso porque certamente, a terapia cognitiva-comportamental implicará em mudar de psiquiatra, de psicanalista, enfim, de começar tudo outra vez. E por mais que eu pense que existe uma continuidade nisso tudo, afinal sou eu tentando, não deixa de ser um recomeço. E recomeço é sempre difícil, doloroso, sofrido. Mas preciso tentar, não posso e não quero desistir. Poder eu posso, mas não quero, quero continuar.
E você, sabe algo sobre terapia cognitiva-comportamental? Quer compartilhar? Conta pra mim!
Convivo com transtornos mentais há mais de 15 anos. Aqui compartilho com você minhas angústias, expectativas, vitórias e superações. Se você tem alguma doença mental ou emocional, se você sente dificuldades no seu dia a dia, fique comigo! Vamos trocar ideias para que nossas vidas sejam mais tranquilas e melhores a cada dia. Aprender a vencer os obstáculos, quando der, e a conviver com eles, se for o caso. E se você não tem nada, ou seja, pensa que é normal, seja bem-vindo(a) também!
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