Estou ansioso. Será ansiedade? Estou tenso. Será tensão? Sinto que uma bomba pode explodir dentro de mim a qualquer instante. São 05h11 eu ainda não dormi. Esta é a minha terceira noite no apartamento do meu pai, após a minha tentativa de suicídio. Fiquei sabendo ontem, já que hoje já é sexta-feira, apesar de eu não ter dormido, que o meu psicanalista vai viajar e só voltará na quinta-feira que vem. Até lá, se eu ficar mal, foda-se! Fiquei puto da vida quando soube que ele vai viajar. Logo agora que eu tentei me matar? Posso esperar até quinta-feira que vem (seis dias) para ficar mal, ou melhor dizendo, pior do que estou. Posso?
É brincadeira, o cara resolve viajar logo agora. Ele já deveria estar com viagem programada, não sei. Não me avisou com antecedência. Às vezes penso: acho melhor trocar de terapeuta. Devo fazê-lo. Mas cadê coragem? Parece que estou refém dele. E olha que não é de hoje que tenho essa relação de amor e ódio com ele. Medo de mudança? Desconforto com as mudanças que o tratamento com ele me proporcionaram? Medo de continuar algo, já que sempre paro tudo pela metade? Tantas perguntas em minha mente.
Tantas perguntas e minha mente mente, engana, diz que é e não é. Eu acho que é e já foi, não foi, será. Será? Quanta confusão. Vontade de ligar para o psicanalista. Mas ele vai viajar. Ele não vai deixar de viajar por minha causa. No máximo vai mandar uma mensagem me dizendo: ok, estou aqui, qualquer coisa liga. Complicado, viu? Preciso contar tanta coisa a vocês do blog. Como foi esse tempo em que estive afastado. O que me motivou (será que eu sei mesmo?) a tomar a decisão de tentar me matar. E o que me motivou a pedir socorro. Falando em socorro, preciso ligar para o psicanalista. Vou ligar agora. Tomei Rivotril (recomendado pela psiquiatra que está substituindo o meu psiquiatra, que está doente), estou ficando cansado, mas tenso. Vou enviar mensagem ao meu psicanalista, afinal, prometi ficar em contato. Mesmo que seja pela porra do celular.
Convivo com transtornos mentais há mais de 15 anos. Aqui compartilho com você minhas angústias, expectativas, vitórias e superações. Se você tem alguma doença mental ou emocional, se você sente dificuldades no seu dia a dia, fique comigo! Vamos trocar ideias para que nossas vidas sejam mais tranquilas e melhores a cada dia. Aprender a vencer os obstáculos, quando der, e a conviver com eles, se for o caso. E se você não tem nada, ou seja, pensa que é normal, seja bem-vindo(a) também!
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
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