Estou no aniversário de um parente. Um ano. Engraçado, não contei a ninguém sobre a tentativa de suicídio, mas parece que todos já sabem. Neste exato momento tem uma mulher ao meu lado, querendo puxar assunto. Mas eu quero ficar sozinho! Agora ela levantou e se tocou. Eu vim para o aniversário, cumpri com o meu dever social. Agora, não queiram me obrigar a sorrir o tempo todo, tendo em vista que eu saí do hospital terça-feira.
Um cara que eu acho lindo sentou ao meu lado e falou sobre a vida dele. Os problemas dele. Tentei desabafar, contar sobre os meus problemas, mas não deu. Ele queria apenas falar. Engraçado, não sei se ele sabe do que aconteceu, mas tem gente que sabe. Porque um dos convidados saiu da festa dizedo: se der mole outra vez eu te dou porrada. Como assim? Quem contou a ele. Terá sido o meu pai?
Estou irritado com isso. É uma falta de respeito, uma invasão de privacidade. Quero voltar para casa. Na verdade, quero voltar para a minha casa, para o meu apartamento, quero sair desssa porra desse salão de festas de merda.
Mas tenho que esperar o meu pai fazer sala pros amigos. Que saco, viu? Ele não parou, em moemnto algum, pra perguntar se estou bem.
Detalhe: antes de tentar o suicídio me aborreci em função de uma fofoca que foram fazer para o meu pai. Meu pai sabe. Mesmo assim o fofoqueiro estava na festa. Vontade de matá-lo. Ele foi embora. Nãos sei se falo com meu pai ou não. Estou com raiva.
Convivo com transtornos mentais há mais de 15 anos. Aqui compartilho com você minhas angústias, expectativas, vitórias e superações. Se você tem alguma doença mental ou emocional, se você sente dificuldades no seu dia a dia, fique comigo! Vamos trocar ideias para que nossas vidas sejam mais tranquilas e melhores a cada dia. Aprender a vencer os obstáculos, quando der, e a conviver com eles, se for o caso. E se você não tem nada, ou seja, pensa que é normal, seja bem-vindo(a) também!
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