Hoje estou um pouco apreensivo. Minha irmã vai viajar. Ficarei eu e meu pai outra vez. Agora a namorada dele também estará aqui. Ela havia viajado na semana passada. Mas estamos em uma fase boa, então não há um motivo para tanta apreensão. Pelo menos eu consegui vencer esse medo. De manhã cedo saí da cama, fiz o meu café-da-manhã, já encontrei o meu pai e a minha irmã, que está se preparando para viajar. E só coisas boas aconteceram.
Então parei para refletir como eu trago comigo sensações de fatos passados. É como se eu estivesse condicionado às brigas e discussões, que já aconteceram tantas vezes. Com clareza a respeito disso, quando meu pai me chamou, ao invés de responder com má vontade, respondi desarmado. Preciso disso, sabe? Estar desarmado. Desarmado para a vida. Enxergar em cada um dos meus companheiros da jornada terrena um irmão. Um espelho de mim. Colocar-me no lugar deles, quando eles errarem. Será que eu não agiria da mesma maneira? Tentar levar a vida com mais leveza. Mais amor. Amor pela vida. Preciso associar o amor pela vida e pelas pessoas ao amor-próprio. À consciência do meu próprio valor. Agir acreditando em mim. Porque estar desarmado para a vida é estar aberto a novas possibilidades, novos sabores. Preciso disso. No momento, acho que é o que eu mais preciso. Mas para isso é preciso me permitir!
Convivo com transtornos mentais há mais de 15 anos. Aqui compartilho com você minhas angústias, expectativas, vitórias e superações. Se você tem alguma doença mental ou emocional, se você sente dificuldades no seu dia a dia, fique comigo! Vamos trocar ideias para que nossas vidas sejam mais tranquilas e melhores a cada dia. Aprender a vencer os obstáculos, quando der, e a conviver com eles, se for o caso. E se você não tem nada, ou seja, pensa que é normal, seja bem-vindo(a) também!
Nenhum comentário:
Postar um comentário