sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Respeito por mim mesmo - publicado em 07/01/2010

Olá leitor(a)! Como foi de réveillon? Espero que tenha ido bem. Por aqui tudo ótimo! O meu humor mudou bastante. Sinto-me mais confiante, feliz, estou interagindo mais com as pessoas. Mudou o grupo de pessoas que estavam aqui no SPA. Tinha um casal que eu havia me apegado bastante. Na noite anterior a partida deles eu fiquei bem balançado. Mas é impressionante como o ser humano tem capacidade em lidar com perdas, despedidas... E eu não fujo à regra. Sou forte. Embora muitas vezes eu não me dê conta disso. E esse processo começou a surgir aqui dentro do SPA. Como serão as coisas lá fora, sinceramente, ainda não sei. Vai tudo voltar ao normal? Ficarei enclausurado, recluso em meu quarto? Espero que não.
Só sei que este talvez seja o primeiro ano em que começo pondo em prática desejos, metas. Sim, estou me dando ao luxo de reestabelecer metas. Logo eu que pensava ter abandonado metas.
Mas por que tudo parece estar diferente? O que aconteceu durante esses dias em que estou aqui. Que processo é esse que se desencadeou dentro de mim e que parece, pelo menos por esses dias tem parecida assim, irreversível? Houve boa vontade, muita vontade mesmo de vencer os meus limites. Só eu sei como foi árdua a luta contra um cansaço que cismava em me acompanhar. Ainda sinto cansaço, principalmente pela manhã. Mas credito este cansaço ao meu relógio biológico. Mas voltando às mudanças de atitudes que eu considero essenciais para as minhas mudanças, um fator relevante, talvez o mais relevante, foi a imensa fé! Fé em Deus, fé na vida! Sempre com a cabeça voltada para a espiritualidade. Esse contato com a terra, com os animais, com a vida, tem me ajudado muito.
Outro dia estava um pouco triste, parei na beira da piscina, atrás fica um bosque, por detrás, via a cidade e suas luzes. Naquele exato momento pensei: quanto tempo de minha vida eu perdi trancado em meu quarto, triste, isolado. Tem um mundo lá fora! Então nem me dei ao desplante de reclamar por estar internado em um SPA. Primeiro, foi opção, escolha minha, segundo, se estivesse em casa, estaria em frente ao PC, em algum chat, em frente à TV, vendo um seriado ou dormindo. Deixando a vida passar. Aqui não, pensei, aqui estou vivendo. Mas, para viver com mais intensidade, devo me dar ao outro, me abrir para receber a energia do próximo. E eu consegui. Tenho conseguido. Tenho achado a maioria das pessoas simpáticas, legais. Tenho sido quem eu sou. Respeitado os meus momentos calado, respeitado os meus pensamentos e agido de acordo com a minha consciência.
Um exemplo bem interessante de como estou me respeitando mais, foi quando postei uma brincadeira com uma foto de Papai-Noel e minha irmã, ao telefone, disse que achava que eu não deveria ter feito tal brincadeira, que estava me expondo. Resolvi não ligar, primeiro porque todos sabem que sou gay e essa brincadeira não teve nada demais, não foi uma espécie de autoafirmação, como ela quis insinuar, foi uma brincadeira, como qualquer pessoa faria, seja hétero ou gay, aliás isso é o que menos importa. Eu sou o que sou. Se estava me sentindo livre para postar uma brincadeira, qual é o problema? Nenhum! O problema era dela. Como eu não perguntei nada a ela, como eu não cometi crime, como a minha consciência estava livre e limpa, não liguei. E este ano eu quero isso. Ser eu e ser respeitado. Mas para isso, preciso me respeitar. E estou começando a fazer isso. Começando a descobrir o meu valor. Está sendo muito bom. Esse assunto não acaba por aqui. No próximo post vou escrever mais sobre o respeito! Respeito por mim mesmo!

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